Famosa com o apelido de "Jesus Alegria dos Homens", por causa da letra, essa é a parte coral, que finaliza a cantata de Bach, ou seja, é o arremate de uma peça daquele que é o maior compositor da história desde o Barroco. Tem dias que eu quero ouvir um Mozart, outros tantos prefiro Beethoven...
Mas hoje eu acordei um tanto Barroco, e após o Natal sempre é bom ouvir e refletir sobre essa espiritualidade que é inerente aos homens de todas as culturas, os ateus que me lêem que me entendam. Tenho aliás grandes amigos ateus (entre os melhores amigos que fiz na minha vida, muitos são ateus militantes) e eu mesmo passei e passo por vários momentos de dúvidas, já fui católico fervoroso durante toda a minha infância e adolescência, já fui um pouco "agnóstico" por um certo período da juventude( se é que isso possa ser possível ), hoje tenho minha fé, mesmo tendo críticas ao Papa, ao Vaticano em certos aspectos...
Não quero com isso dizer que o ateísmo se constitui em um desentendimento, ou uma dúvida ou crise existencial. Sei que a coisa é mais complexa que isso e o ateísmo é uma postura legítima, tanto como professar a fé em Deus. E defendo que ter ou não ter fé é uma questão de foro íntimo das pessoas e que o Estado deve ser laico, para assegurar os direitos de teístas, deístas, céticos, agnósticos, ateus, cristãos, muçulmanos, judeus, espíritas, umbandistas, etc...
Para refletir sobre essas questões hoje, coloco então uma versão do bom e velho Bach, como já dizia hoje ando meio Barroco e o compositor alemão representa melhor do que ninguém essa época da história da música...
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