segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ando só - O Exército de um homem só

Existe uma certa resistência aos Enghaw (como os fãs os chamam). Muito disso é por causa de uma certa megalomania disfarçada de coitadismo que por alguns momentos esteve por tras da carreira do Humberto Gessinger e da banda (na formação clássica com o excelente guitarrista Augusto Licks e o batera Carlos Maltz).

Mas eu quando jovem era fanático por eles. Engenheiros era quase uma religião pra mim. Se gostar deles era ser cafona, confesso aqui minha cafonisse. Mas os Engenheiros são importantíssimos e geniais naquilo que se propoem a ser, uma banda de rock-pop bastante sofisticada. Não são uma banda de rock'n roll. Não são "a maior banda dos últimos tempos da última semana"(Titãs). Não são a "banda mais bonita da cidade" (que é uma grata surpresa dessa época Facebook...). Mas apresentam canções com melodias certeiras (às vezes repetitivas, mas necessárias) e com letras elaboradas.

Humberto Gessinger começa a ser valorizado em POA como letrista e compositor. A formação GLM não existe mais e Enghaw também está desativado, agora o que existe é o Pouca Vogal, em parceria com o guitarrista Duca Leindecker, da  Cidadão Quem. Mas mesmo assim Gessinger foi homenageado em uma edição do Troféu Açorianos de Porto Alegre.

Espero que ainda possa ouvir a formação GLM voltar. Espero poder ver Gessinger e suas canções estudadas com maior atenção e sem preconceitos. Quem sabe se (re)descobre que Engenheiros do Hawaii não era apenas uma bandinha boba querendo ser grande...

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