Pois é, essa canção dos Engenheiros me fala muito sobre essa condição de estarmos sempre fazendo planos que não se concretizam, por um motivo ou outro... Nem sempre se sabe a forma certa de fazer as coisas e quando tudo parece fracassar ou ir por água abaixo a impressão é que nos outros estava a virtude. Aquilo que nos faltava...
"O inferno são os outros..." já dizia o filósofo. Mas esse existencialismo rastaquera que às vezes aparece em algumas canções nesse caso se reinventa e então temos o singelo refrão: "você sempre soube...eu não sabia".
"é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar..."
E quanto tempo se fica esperando tais cartas. Mas elas não chegam mesmo, nós é que temos que fazer acontecer e isso quase sempre é dolorido prá caramba! E então fica como que uma súplica, um pedido de desculpas "eu não sabia". A quem se refere? A Deus? A uma garota? Aos ouvintes da canção?
"às vezes não entendo minha própria letra, minha própria caneta me trai" E como toda a tarde termina melancólicamente, aqui vai minha divagação temperada pela canção dos EngHaw...
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