Um projeto de lei que está sendo encaminhado ao parlamento pelos deputados Sebastián Sabini e Nicolás Núñez, ambos da Frente Ampla, bloco que está no governo, prevê a legalização do cultivo, do transporte e do uso da maconha no Uruguai, em quantidades “controladas”, afirmam. Sabini pertence ao MPP (Movimento de Participação Popular) do presidente José Mujica. Medidas dessa espécie também são defendidas por membros do Partido Nacional, de direita, e por empresários. Sob um discurso de “proteção do usuário” e “adequação das penas” escondem-se outras intenções.
O plantio da maconha, não só prejudicará e encarecerá a produção de alimentos, como aumentará a especulação e a concentração de terras. Além disso, o Uruguai poderá se tornar um local de “lavagem de drogas” produzidas em outras regiões, sendo ponto de entrada e saída do tráfico. É conhecida a natureza desse tipo de movimento, encabeçado aqui no Brasil pelo ex-presidente FHC e defendido por empresários e políticos de vários partidos. O que se visa, legalizando as drogas, é o lucro de milhões e milhões de dólares à custa da destruição da classe trabalhadora, sobretudo da juventude.
A situação do Uruguai há muito, é de desemprego, de precarização dos serviços públicos e de intensa concentração de terras, fatores que empurram os jovens e trabalhadores às drogas e ao tráfico. A resposta dos deputados a esses problemas é um discurso de não à repressão, mas colocando a liberação como solução. Essa é uma falsa oposição de idéias! Nem a repressão aos usuários, nem a liberação das drogas são uma saída. A solução está em gerar empregos, em servir de saúde pública e tratamento aos usuários, em disponibilizar educação pública de qualidade aos jovens e em realizar reforma agrária nos imensos latifúndios uruguaios. Só assim se combate o problema das drogas na cidade e no campo. O lugar das organizações dos trabalhadores, em todos os países, não é o da defesa das drogas, mas o da luta pelos direitos da classe!
O plantio da maconha, não só prejudicará e encarecerá a produção de alimentos, como aumentará a especulação e a concentração de terras. Além disso, o Uruguai poderá se tornar um local de “lavagem de drogas” produzidas em outras regiões, sendo ponto de entrada e saída do tráfico. É conhecida a natureza desse tipo de movimento, encabeçado aqui no Brasil pelo ex-presidente FHC e defendido por empresários e políticos de vários partidos. O que se visa, legalizando as drogas, é o lucro de milhões e milhões de dólares à custa da destruição da classe trabalhadora, sobretudo da juventude.
A situação do Uruguai há muito, é de desemprego, de precarização dos serviços públicos e de intensa concentração de terras, fatores que empurram os jovens e trabalhadores às drogas e ao tráfico. A resposta dos deputados a esses problemas é um discurso de não à repressão, mas colocando a liberação como solução. Essa é uma falsa oposição de idéias! Nem a repressão aos usuários, nem a liberação das drogas são uma saída. A solução está em gerar empregos, em servir de saúde pública e tratamento aos usuários, em disponibilizar educação pública de qualidade aos jovens e em realizar reforma agrária nos imensos latifúndios uruguaios. Só assim se combate o problema das drogas na cidade e no campo. O lugar das organizações dos trabalhadores, em todos os países, não é o da defesa das drogas, mas o da luta pelos direitos da classe!
(neste blog há outros textos sobre a questão das drogas)
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