Essa canção me evoca a passagem da vida, na sua característica implacável e indomável...
Não apenas por ser uma canção sobre o "veterano" que reflete sobre o envelhecer e que percebe que "se a força falta no braço na coragem me sustento!" É muito mais que isso...
É a história de um guri que ouvia essas canções nas tardes de inverno nos LPs do pai, num "três-em-um" e ficava torcendo pra não ser pego (pai não gostava muito que se mexesse nas coisas dele não...). É também a história de um jovem que sonhava ser músico, ter uma banda de rock mas que nem por isso deixava de gostar de música de qualidade, seja de que estilo fosse, e por isso pegava seu violão Tonante com cordas de nylon e arranhava canções, e nesse caso (Leopoldo Rassier que me perdoe...) sempre esquecia partes da letra!
De A. Augusto Ferreira e E. Ferreira, na voz de L. Rassier e Conjunto: Veterano
segunda-feira, 30 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A beleza na simplicidade
Esse vídeo dizem que virou febre na internê. Dentre tantas coisas superficiais e descartáveis essa meninada consegue se diferenciar fazendo música, simplesmente isso, música...
A melodia é até singela, a letra é uma repetição constante de versos que escondem uma sofisticação na pureza. Se é verdade que o rapaz que começa cantando dá uma que outra escorregada na afinação (e é difícil manter a afinação cantando e caminhando) não é menos verdade que isso em nada prejudica o resultado final da canção.
A cada estrofe os integrantes do grupo (uma banda ou uma orquestra?) se revezam, ora solo ora em coro fazendo variações de temas e texturas (usando vários instrumentos) mostrando que ainda existe espaço para a criatividade nesse contexto de fama efêmera e busca pela "celebridade" desse século XXI.
Detalhe pra produção de arte e pra edição desse vídeo (uma câmera em plano seqüência magistral).
Vida longa e que nos brinde com muitas belas e inspiradas canções "Banda mais bonita da cidade"!
A melodia é até singela, a letra é uma repetição constante de versos que escondem uma sofisticação na pureza. Se é verdade que o rapaz que começa cantando dá uma que outra escorregada na afinação (e é difícil manter a afinação cantando e caminhando) não é menos verdade que isso em nada prejudica o resultado final da canção.
A cada estrofe os integrantes do grupo (uma banda ou uma orquestra?) se revezam, ora solo ora em coro fazendo variações de temas e texturas (usando vários instrumentos) mostrando que ainda existe espaço para a criatividade nesse contexto de fama efêmera e busca pela "celebridade" desse século XXI.
Detalhe pra produção de arte e pra edição desse vídeo (uma câmera em plano seqüência magistral).
Vida longa e que nos brinde com muitas belas e inspiradas canções "Banda mais bonita da cidade"!
sábado, 14 de maio de 2011
Sangue Latino - Eduardo Galeano
O grande Eduardo Galeano no programa Sangue Latino (Canal Brasil). Vídeo que mostra a genialidade e a profundidade da visão desse escritor uruguaio que fala as coisas que devem ser ditas e vê aquilo que está guardado no mais íntimo recanto das almas humanas...
terça-feira, 10 de maio de 2011
Alucinação
"Amar e mudar as coisas me interessa mais" (Belchior)
Viver é uma constante aprendizagem. Até aí nada de novo, frase clichê em várias abordagens e reflexões honestas ou não, profundas ou levianas sobre a vida. Mas é uma verdade, a vida é um aprender muitas vezes de forma empírica e dando "murro em ponta de faca". Difícil não sair um pouco arranhado...
Mas,se pra mudar as coisas devemos amá-las primeiro (como diria Belchior) e com a certeza de que só se é possível amar o que se conhece,conhecer às vezes pode doer.. Por isso trabalhar, dar aulas, cantar, estudar é uma atividade tão dolorida pra quem ama.
"Longe o profeta do Terror que a Laranja Mecânica anuncia..."
Viver é uma constante aprendizagem. Até aí nada de novo, frase clichê em várias abordagens e reflexões honestas ou não, profundas ou levianas sobre a vida. Mas é uma verdade, a vida é um aprender muitas vezes de forma empírica e dando "murro em ponta de faca". Difícil não sair um pouco arranhado...
Mas,se pra mudar as coisas devemos amá-las primeiro (como diria Belchior) e com a certeza de que só se é possível amar o que se conhece,conhecer às vezes pode doer.. Por isso trabalhar, dar aulas, cantar, estudar é uma atividade tão dolorida pra quem ama.
"Longe o profeta do Terror que a Laranja Mecânica anuncia..."
Do blog do Professor Tiago
O que está por trás da liberação da maconha no Uruguai
Um projeto de lei que está sendo encaminhado ao parlamento pelos deputados Sebastián Sabini e Nicolás Núñez, ambos da Frente Ampla, bloco que está no governo, prevê a legalização do cultivo, do transporte e do uso da maconha no Uruguai, em quantidades “controladas”, afirmam. Sabini pertence ao MPP (Movimento de Participação Popular) do presidente José Mujica. Medidas dessa espécie também são defendidas por membros do Partido Nacional, de direita, e por empresários. Sob um discurso de “proteção do usuário” e “adequação das penas” escondem-se outras intenções.
O plantio da maconha, não só prejudicará e encarecerá a produção de alimentos, como aumentará a especulação e a concentração de terras. Além disso, o Uruguai poderá se tornar um local de “lavagem de drogas” produzidas em outras regiões, sendo ponto de entrada e saída do tráfico. É conhecida a natureza desse tipo de movimento, encabeçado aqui no Brasil pelo ex-presidente FHC e defendido por empresários e políticos de vários partidos. O que se visa, legalizando as drogas, é o lucro de milhões e milhões de dólares à custa da destruição da classe trabalhadora, sobretudo da juventude.
A situação do Uruguai há muito, é de desemprego, de precarização dos serviços públicos e de intensa concentração de terras, fatores que empurram os jovens e trabalhadores às drogas e ao tráfico. A resposta dos deputados a esses problemas é um discurso de não à repressão, mas colocando a liberação como solução. Essa é uma falsa oposição de idéias! Nem a repressão aos usuários, nem a liberação das drogas são uma saída. A solução está em gerar empregos, em servir de saúde pública e tratamento aos usuários, em disponibilizar educação pública de qualidade aos jovens e em realizar reforma agrária nos imensos latifúndios uruguaios. Só assim se combate o problema das drogas na cidade e no campo. O lugar das organizações dos trabalhadores, em todos os países, não é o da defesa das drogas, mas o da luta pelos direitos da classe!
O plantio da maconha, não só prejudicará e encarecerá a produção de alimentos, como aumentará a especulação e a concentração de terras. Além disso, o Uruguai poderá se tornar um local de “lavagem de drogas” produzidas em outras regiões, sendo ponto de entrada e saída do tráfico. É conhecida a natureza desse tipo de movimento, encabeçado aqui no Brasil pelo ex-presidente FHC e defendido por empresários e políticos de vários partidos. O que se visa, legalizando as drogas, é o lucro de milhões e milhões de dólares à custa da destruição da classe trabalhadora, sobretudo da juventude.
A situação do Uruguai há muito, é de desemprego, de precarização dos serviços públicos e de intensa concentração de terras, fatores que empurram os jovens e trabalhadores às drogas e ao tráfico. A resposta dos deputados a esses problemas é um discurso de não à repressão, mas colocando a liberação como solução. Essa é uma falsa oposição de idéias! Nem a repressão aos usuários, nem a liberação das drogas são uma saída. A solução está em gerar empregos, em servir de saúde pública e tratamento aos usuários, em disponibilizar educação pública de qualidade aos jovens e em realizar reforma agrária nos imensos latifúndios uruguaios. Só assim se combate o problema das drogas na cidade e no campo. O lugar das organizações dos trabalhadores, em todos os países, não é o da defesa das drogas, mas o da luta pelos direitos da classe!
(neste blog há outros textos sobre a questão das drogas)
Diário Gauche: Formando adolescentes ao sabor dos ventos
Diário Gauche: Formando adolescentes ao sabor dos ventos: "Um equívoco O Ministério da Educação está prestes a cometer um grave equívoco. Na semana passada, o Conselho Nacional de Educação aprov..."
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Um olho no Marx e outro no Maiakovski
"Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos." (K. Marx)
"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor." (Maiakovski)
Gre-Nal
Boa vitória do Grêmio no Gre-nal desse dia das Mães. As mães coloradas não devem ter ficado muito felizes com o presente indigesto do Tricolor. De quebra, o tão propalado "melhor grupo do Brasil" tomou um verdadeiro baile do aguerrido time do técnico Portaluppi. (Apesar da defesa ter entregue dois gols ao Internacional).
No final o juiz falhou ao meu ver ao expulsar o jogador Escudero, numa falta de critério porque várias faltas da mesma gravidade foram cometidas por jogadores do Internacional mas não foram punidas da mesma forma.
Domingo que vem tem mais no estádio Olímpico. Nada está decidido pois o clássico Gre-nal é imprevisível...
No final o juiz falhou ao meu ver ao expulsar o jogador Escudero, numa falta de critério porque várias faltas da mesma gravidade foram cometidas por jogadores do Internacional mas não foram punidas da mesma forma.
Domingo que vem tem mais no estádio Olímpico. Nada está decidido pois o clássico Gre-nal é imprevisível...
sábado, 7 de maio de 2011
A boa idade
Qual é a melhor idade? Aquela em que estamos vivendo? Aquela que já vivemos?
São perguntas que volta e meia abastecem publicações de valor filosófico duvidoso ou de ajuda automática a escritores espertos à espreita de almas angustiadas nesse mundo louco.
Barbaridade! Bárbara idade! A idade do ferro, da pedra lascada...
São perguntas que volta e meia abastecem publicações de valor filosófico duvidoso ou de ajuda automática a escritores espertos à espreita de almas angustiadas nesse mundo louco.
Barbaridade! Bárbara idade! A idade do ferro, da pedra lascada...
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